A matéria que estampou a capa do segundo caderno na 4ª feira de cinzas, de nome "Geração fora do tempo", colocou em evidência o debate sobre o momento atual da música brasileira. Debate considerado no meio musical como extremamente importante e oportuno. Agradeço muito a dois personagens por isso: os jornalistas Leonardo Lichote e Alvaro Gribel.
É preciso que se diga que esse debate não é um "Rio-São Paulo". Nele não estão só artistas de São Paulo e do Rio de Janeiro não, mas de todos os Estados do Brasil. Nesse debate estão, ou deveriam estar, professores, críticos, pensadores e medalhões consagrados espalhados pelo País.
O respeito pelo trabalho, de parte a parte é fundamental. A carreira musical é difícil e construída na base de muito sacrifício. Todos precisam de espaço na mídia.
Deveriam estar nessa matéria, para o debate, compositores como Guinga, Caetano Veloso, Chico Buarque, Edu Lobo, Ed Motta, Lenine, Paulinho Moska, Chico Cesar, Zeca Baleiro e Gabriel Pensador. Pensadores e historiadores como Francisco Bosco, Sergio Cabral (pai), Herminio Bello de Carvalho e Hermano Vianna. Jornalistas como Tarik de Souza, Antonio Carlos Miguel, Hugo Suckman e Nelson Motta. Enfim, nomes que me vem à cabeça de cara, poderiam ser outros.Seria ótimo!
SOBRE A MATÉRIA:
Bom, sobre o que saiu até agora, algumas observações. Discordo do que escreveu o Bruno Cosentino sobre sermos "seguidores do Guinga". Ninguém é seguidor de ninguém, nem nós somos seguidores do Guinga, nem o pessoal da Orquestra Imperial é seguidor do Caetano. Guinga e Caetano são influências fortes e obrigatórias para todo compositor de canção que se preze, mas não somos seguidores nem de um nem de outro, assim como eles também não foram seguidores de ninguém. Tiveram suas influencias e seguiram em frente. Nós estamos fazendo o mesmo.
Outra coisa, sou da música mais investigativa sim, gosto do universo misterioso e obscuro do pensamento, por vezes, intelectual, mas quero aqui reforçar minha ligação com alguns elementos do universo pop, como os desenhos animados, as histórias em quadrinhos, algumas séries de TV e os filmes do Tarantino. Isso está presente na minha música e, especialmente, na minha vida. Gosto de pensar a arte ligada ao entretenimento, mas sem deixar de ser arte. Ao mesmo tempo, sou louco pelos filmes mais herméticos de Alain Resnais, Bergman, Godard, Truffaut e Kubrick. É, quero os dois sim!
Bom, por hora é isso. Vamos ao debate!!
Beijos e Abraços
Kneip
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