Cinema Diletante

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Cinema Parasiso - 1988

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Matrix da música brasileira. Aliás, da música mundial

"HERÓI É UM DOS MELHORES DISCOS DE 2011" (Tarik de Souza)

O CD "HERÓI" DE EDU KNEIP E O MANTO SAGRADO 
ESTÁ A VENDA NAS SEGUINTE LOJAS:

Livraria da Travessa (Rio de Janeiro), Arlequim (Rio de Janeiro), 
Livraria Cultura (Porto Alegre, São Paulo e Brasília) 

VEJA O CLIPE DA MÚSICA "TRATAMENTO DE CHOQUE" EM:

  http://www.youtube.com/watch?v=_okWFn0DNy4



  Alô amigos,

  Muito boa noite!

  Gente, qual o mistério do mundo musical por trás dos holofotes de TVs, rádios e grandes veículos de comunicação?

  Bom, antes que comecem a pensar que este será um palavrório de lamentos em torno de falta de espaço para grandes artistas, digo que pode parar que não é por aí. Até porque isso sempre aconteceu no passado e, provavelmente, continuará assim pela eternidade.

  Só fico pensando...

  Pois bem, vou separar, só pra tentar ser mais claro em minha elucubração. Vamos chamar a arte que está mais à vista, mais acessível, de arte do mundo, e a arte escondida atrás de uma cortina midiática, encoberta por uma certa preguiça de se descobrí-la, de arte investigativa.

  Olhando para o que eu faço, me coloco como um artista do mundo, não um artista investigativo, embora muitas vezes faça música com linhas muito próximas à esta arte que estou chamando de investigativa. 

  Me pergunto muito o porque de não existir um interesse maior por esta segunda arte, uma arte que questiona, que provoca, nos coloca em cheque, nos desafia a entendê-la. É um jogo de mais alternativas. É a tal história de que jogo de damas vende mais do que jogo de xadrês.

  Não digo que essa arte incrível, cheia de sutilezas e surpresas, que se descobrem a cada audição, tenha que ser consumida por multidões. Nem digo que ela é melhor que a arte do mundo, até porque esta satisfaz e supre a sede imediata por cultura, seja lá como for. Arte assim, do mundo, é importante.

  O diabo é que quem deveria conhecer arte investigativa, um público, em tese, seleto, não está mais tendo esse espírito de aventura, de procurar a estória diferente, a imagem chocante, o filme aberto, a melodia que vai por um caminho estranho, obscuro e misterioso, para desaguar em belas e originais soluções. Felizardos os que conhecem os filmes de Bergman, Felini, Resnais, Kurosawa e Glauber. É abençoado quem ouve a música de Egberto, Hermetho, Guinga e Edu Lobo, e de Bach, Beethoven, Mozart, e é corajoso quem se aventura nos livros de Guimarães, Cabral de Melo Neto, Shakespeare e Dostoiévski, e no jazz de Duke Ellington, Ella Fitzgerald...

  E quem gosta de filmes desse tipo, com certeza gostará de músicas desse tipo e com certeza gostará de livros desse tipo, quadros... Eu passei por isso. Conhecia a música de algumas dessas feras que citei e queria mais. Mas não conheceia o cinema investigativo, dizia que eram chatos sem nunca ter assistido aos filmes. Quando me livrei do preconceito, percebi claramente que o sentido de tudo aquilo tinha a ver com aquela música que eu gostava, cheia de surpresas e descobertas sensacionais. E lamentei o tempo que perdi até conhcê-los. Agora quero fazer o mesmo com os livros. Não sou ainda grande leitor, mas chego lá...

  A arte que estou chamando de "investigativa", questiona a nossa existência, a nossa sensibilidade e nossa fé em sentimentos nobres e revolucionários, que não estão no ser humano artista, mas sim na arte a qual ele serve de instrumento.

  Essa arte está escondida, cada vez mais. Estamos envolvidos por uma cápsula que, cada vez mais, nos dificulta ter acesso a esse mundo novo e transformador, dessa coisa estranha, que nos provoca, que chama pra briga. Estamos distantes, ainda que tenhamos todo acesso possível por vias tecnológicas incríveis, porém inúteis, face à falta do simples conhecimento sobre a existência dessa arte.

  É como o filme Matrix. Aliás, taí um belo exemplo: é arte do mundo, mas com padrão investigativo de alta categoria!

   Bom, essa foi minha viagem na maionese de hoje.

   Falamos mais na próxima parada.

   Beijos e abraços!

       E não deixem de assistir ao engraçadíssimo clipe da música "Tratamento de choque" no youtube:
 
       http://www.youtube.com/watch?v=_okWFn0DNy4 

Os novos discos de compositores

"HERÓI É UM DOS MELHORES DISCOS DE 2011" (Tarik de Souza)


O CD "HERÓI" DE EDU KNEIP E O MANTO SAGRADO 
ESTÁ A VENDA NAS SEGUINTE LOJAS:

Livraria da Travessa (Rio de Janeiro), Arlequim (Rio de Janeiro), 
Livraria Cultura (Porto Alegre, São Paulo e Brasília) 

VEJA O CLIPE DA MÚSICA "TRATAMENTO DE CHOQUE" EM:

  http://www.youtube.com/watch?v=_okWFn0DNy4


  Meus camaradas,

  Antes de mais nada, muito obrigado pelo carinho de todos e pelos comentários a respeito deste blog. Obrigado Thaís, Anna, Luiza e Marcelinho pelas palavras e pela presença.

  Bom, são tantos nomes de compositores, como tem gente fazendo música boa por aí, gente jovem e criativa! Continuo citando a galera, figuras como Rodrigo Zaidan (grande!), Thomas Saboga, (parceirão), Milena Tibúrcio, Zé Paulo Becker, Camila Costa, Paloma Espínola, Luciano Garcez, Marcelo Caldi...

  Aliás, grande Marcelinho! Realmente preciso aparecer no Lapinha, conhecer o espaço e prestigiar o projeto que tem você como anfitrião, o que é muito bom.

  Seguinte, quero falar aqui sobre alguns novos discos que estão na praça e que precisam ser ouvidos. Primeiramente, ouvi o disco "Sacradança", do Thiago Amud, pela primeira vez há algum tempo, antes deste ser lançado. Já vinha fazendo show e trabalhando bastante com o Thiago, de modo que não foi surpresa o fato do disco ter me deixado muito impressionado. É um trabalho ousado, de proposta elevada e grande sofisticação. Thiago propõe música popular e erudita sem fronteiras. Podia ser, aliás, patrocinado pela TIM. Discaço! "Sacradança", acredito, será reconhecido como um clássico da música brasileira. Obrigatório.

  Merecem destaque também os lançamentos fonográficos de Thomas Saboga e Alvaro Gribel, além do segundo disco do já citado músico e compositor, Marcelo Caldi, e o segundo disco do compositor Pedro Moraes.

  Pedro é um cancionista inspirado, um batalhador que vem abrindo caminho e marcando seus passos com muita competência. Entre sambas e rumbas de letras divertidas, belas baladas e canções, seu trabalho "Claro Escuro" chega junto e dá o recado.

  Thomas Saboga traz seu trabalho baseado na música instrumental, com arranjos grandiosos, utilizando a tecitura aveludada da formação de seu quarteto, o Impressons, composto por ele próprio ao violão, a flauta de Larissa Goretkin, o contrabaixo de Matias Correa e o violino de Renata Neves. Com ritmos variados, entre eles o tango, que aparece em destaque, "O Desague" (título do CD) é um trabalho de grande beleza melódica e de arranjos ricos em contrapontos, poliritmia e, acima de tudo, ousadia. Sou supeito pra falar, porque tenho uma canção gravada neste disco. Mas o texto de apresentação, na contracapa, é de ninguém menos do que Guinga. Acho que dá pra confiar, não? rs

  Marcelo Caldi está em seu segundo trabalho fonográfico. Mas gostaria de falar sobre o primeiro disco dele, o "Nesse tempo". Trata-se de um trabalho moderníssimo, de grande sofisticação e arrojo. Com melodias invocadas, arranjos furiosos e um incrível trio de músicos (seu irmão, Alexandre Caldi, Fábio Luna e  Matias Correa), "Nesse tempo" é um disco para quem gosta de música boa e ousada.

  Álvaro Gribel estreou de maneira muito positiva em disco que leva o seu nome como título. Calcado na mais pura música brasileira, de sambas, valsas, baiões e choros, tem na singeleza sua testemunha mais fiel.

Cantoras e outros discos

"HERÓI É UM DOS MELHORES DISCOS DE 2011" (Tarik de Souza)


O CD "HERÓI" DE EDU KNEIP E O MANTO SAGRADO 
ESTÁ A VENDA NAS SEGUINTE LOJAS:

Livraria da Travessa (Rio de Janeiro), Arlequim (Rio de Janeiro), 
Livraria Cultura (Porto Alegre, São Paulo e Brasília) 

VEJA O CLIPE DA MÚSICA "TRATAMENTO DE CHOQUE" EM:

  http://www.youtube.com/watch?v=_okWFn0DNy4
  Então, galera,

  E essa coisa do artista ser doidão? O cara tem que beber, fumar, pirar e aí é que ele vai ser artista. Caramba, não acho que seja assim não. Bom, cada um com o seu caminho, claro. Mas gosto mais do que disse o Villa-Lobos uma vez, quando perguntado sobre a origem de sua inspiração. O repórter perguntou: "Villa-Lobos, de onde vem a sua inspiração?". E o Corleone da música brasileira: "Inspiração? Pois é, tem gente que bebe pra dar inspiração, tem gente que deixa o cabelo crescer, essas coisas. Eu não, eu já nasci inspirado". rs. Caramba, alguém dirá, "mas ele não vale, né?" . Bom, por mim, eu digo que não nasci inspirado, mas nasci louco. Deus sabe o que faz, se eu me metesse com drogas com certeza iria pro brejo logo, porque a minha loucura seria potencializada, imaginem...rs. De qualquer modo, se inspiração viesse de álcool e de drogas, o AA e as clínicas de desintoxicação estariam cheias de grandes artistas.

  Bom, mas vamos ao que interessa e que é a motivação deste blog. Hoje quero falar um pouco das cantoras. As que conheço, que são excelentes e que muitos ainda não conhecem. Quero falar ainda de alguns outros discos que ouvi, de compositores e instrumentistas.

  Vamos por partes, como diria Jack. Vou abrir falando de uma batalhadora, uma cantora de muito talento, que vem lutando bastante, nunca deixando de ser a Dama que é, e fazendo uma carreira muito bonita. Falo de Mariana Baltar. Sou suspeitíssimo pra falar, afinal, trabalho com ela e fui gravado por ela no disco recente, o ótimo Mariana Baltar. Esse é um disco quase da Mariana com o Água de Moringa. A galera do Água está toda lá, mandando ver! O repertório é muito bonito, cheio de músicas inéditas e compositores novos. Entre estes, o locutor aqui, feliz feito pinto no lixo por estar nesse barco.

  O disco abre com uma música irresistível, parceria de Cláudio Jorge e Nei Lopes, a "Tia Eulália na Xiba". Essa canção é um tiro, não há como não se contagiar pelo embalo dos versos e da levada, uma delícia de música, em que Mariana está muito à vontade! Depois vem "Maldita Cancela", outra maravilha, esta de Delcio Carvalho e Osório Peixoto. O disco segue em alto nível com "Sertão do Vale", de Zé Paulo Becker e Mauro Aguiar, um baião muito inspirado. Não vou falar das minhas canções que foram gravadas neste CD, por razões óbvias. Sobre isso, só digo que fiquei muito feliz e honrado! Falo sim sobre "Quando a esquina bifurca", música de Thiago Amud, que é uma das mais belas músicas que já ouvi na vida. Alguns grandes amigos compositores partilham desta opinião. É uma canção que tem a grandeza clássica de um "Choro Bandido". Obra de arte! O Samba de Julião Pinheiro em parceria com Paulo Cesar Pinheiro supreende muito. Não pelo pai, o PC, claro, um craque imortal. Mas Juilião inaugura com brilho essa parceria, que promete, e se mostra um compositor de muita qualidade. O disco fecha com outra beleza de música que é "Jongo do irmão café". Outra canção irresistível.

  Muito bem, o disco seguinte a se comentar é de outra grande cantora, que gravou um repertório  Ilessi

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Papo com Tárik de Souza e clipe de Tratamento de choque

"HERÓI É UM DOS MELHORES DISCOS DE 2011" (Tarik de Souza)


O CD "HERÓI" DE EDU KNEIP E O MANTO SAGRADO 
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  http://www.youtube.com/watch?v=_okWFn0DNy4
  Alô amigos do Edu Kneip e o Manto Sagrado,

  Boa tarde!

  Depois de algum tempo sem escrever, devido à correria para o vitorioso lançamento de "Herói", volto à ativa neste espaço "rubronegramente democrático". rs

  Bom, pra quem não esteve presente no show do CCC, digo que tivemos três importantes detalhes que traduzem o que foi a noite de 7 de junho:

  - A presença de um dos maiores críticos de música do Brasil, que é Tarik de Souza, avalizando e valorizando o show, presença da qual falarei com maior ênfase mais adiante;

  - Marcou o lançamento de do clipe de Tratamento de choque, já um grande sucesso dentro de meu repertório;

                  *O link do clipe é este aí:
  http://www.youtube.com/watch?v=_okWFn0DNy4


  - E a filmagem do show, com muita qualidade, por meu amigo do peito Marcelo Noronha e sua companhia.

  Muito bem, mas voltando ao papo com Tarik, essa figura maravilhosa do jornalismo musical, fui entrevistado por ele em seu programa "Bossa Moderna", que vai ao ar nas rádios Mec FM - 98,9 MHz (domingo às 22:00hs) Mec AM - 800KHz (3ª feira às 20:00hs) além das rádios Inconfidência (Belo Horizonte) e Cultura (São Paulo).

  Foi uma alegria enorme participar deste programa, pela importância que tem o Tarik,  e pelo prazer da conversa, que foi muito legal! Acredito que seja sinal de que o trabalho que venho fazendo é verdadeiro e está no caminho certo.

  Pra quem quiser acompanhar a entrevista, falamos muito sobre a minha caminhada na música, sobre o disco anterior e sobre este, sobre parceiros e shows. Foi maravilhoso!

  Depois da entrevista, conversamos um pouco sobre vários temas, sobre mercado, sobre as dificuldades, enfim. Algumas questões são um pouco como chover no molhado, o problema do jabá, a pouca (ou nenhuma) divulgação de nossa melhor música entre a maior parte da população. Entenda-se melhor música os nomes de Egberto Gismonti, Hermeto Paschoal, Guinga, Edu Lobo entre os que estão aí, e ainda Villa-Lobos, Pixinguinha, Jacó e outros que já passaram pela grande fronteira. Isso tudo, claro, na opinião deste que vos escreve.

  E saiu o meu 1° clipe, galera! Pois é, juntamente com Thiago Amud, parceiro nesta música, Tratamento de choque, uma das coisas mais difíceis que fiz na vida. Não sabia que vida de ator era tão complicada... Olha, foram apenas pouco mais de 4 minutinhos, que coisa, parecia um ano.

  Com a participação de grandes amigos, num exercício de solidariedade e amizade, montamos as cenas que foram muito bem dirigidas por Felipe Viana, diretor da pesada que teve que aturar minha total canastrice!

  A produção do clipe é de Jeanne Duarte e Mario de Aratanha. O clipe veio de uma vitória nossa num disputado edital da Prefeitura. Foi muito divertido, acho que ficou bem engraçado e vai ajudar a divulgar. Vamo que vamo!

  O link do clipe:

  http://www.youtube.com/watch?v=_okWFn0DNy4

  Deixo um beijo grande a todos e nos falamos de novo logo logo!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Herói - Matérias nos principais jornais e sites

"HERÓI É UM DOS MELHORES DISCOS DE 2011" (Tarik de Souza)


O CD "HERÓI" DE EDU KNEIP E O MANTO SAGRADO 
ESTÁ A VENDA NAS SEGUINTE LOJAS:

Livraria da Travessa (Rio de Janeiro), Arlequim (Rio de Janeiro), 
Livraria Cultura (Porto Alegre, São Paulo e Brasília) 

VEJA O CLIPE DA MÚSICA "TRATAMENTO DE CHOQUE" EM:

  http://www.youtube.com/watch?v=_okWFn0DNy4



  Alô amigos do Edu Kneip e o Manto Sagrado, boa tarde.

  Com o lançamento de meu novo CD junto com o Manto Sagrado (Gabriel Geszti, Matias Correa e Ajurinã Zwarg) - "Herói" - marcado para 7 de junho, no Centro Cultural Carioca, o trabalho tem sido a divulgação do disco.

  Aliás, o CD já está a venda na Arlequim e na Livraria da Travessa. Estamos trabalhando para que também chegue à Livraria Saraiva.

  As críticas e matérias nos principais jornais e sites começam a aparecer e o resultado destas até o momento é o melhor possível, o que me deixa muito feliz.

  Abaixo estão todas recebidas até o momento para que vocês possam conferir. Afinal, é como na canção "O contador de histórias": "Juro por Deus, eu não consigo mentir"...rs





O Globo – Matéria

Por Leonardo Lichote

  "HERÓI" BRASILEIRO DE DESENHO ANIMADO -
   
    Edu Kneip e o Manto Sagrado

  Foi num cinema em Volta Redonda que Edu Kneip, então com 14 anos, decidiu que faria música. No palco, João Bosco o maravilhava com a originalidade de seu conto e de seu violão. Mais tarde, vieram Guinga, que se Juntou ao Jorge Ben ouvido exaustivamente na infância. Essas e outras referências (Jackson do Pandeiro, Hermeto Paschoal, Edu Lobo...) são celebradas pelo compositor agora, em “Herói” (Delira Música), seu segundo CD. O repertório pode ser conhecido hoje, a partir das 18:00hs, na Livraria da Travessa (Travessa do Ouvidor, 17), abrindo a série “ABMI na Travessa”.

  - Depois daquele show, João Bosco foi por muito tempo meu guru. Já tinha ouvido muito João Gilberto com meu pai, mas João Bosco tinha algo mais vibrante que me atraía. Guinga (parceiro de Edu) Fala que João Bosco colocou Elvis Presley no samba. É isso – diz.

Projeto de livro com CD

Como nas parcerias de Guinga e Aldir Blanc, as canções de “Herói” combinam a busca de caminhos originais nas harmonias e melodias com letras que trazem humor e picardia da rua. Já na faixa de abertura, “Tratamento de choque” (sua com Thiago Amud), isso aparece com clareza. O personagem se mete num forró e apronta uma confusão (ou “tereré”, como diz, citando “Forró em Limoeiro”, clássico de Jackson já gravado por João Bosco), “demonstrando meu afeto pra tudo que era mulher”. No fim, vai parar no hospital depois de gritar para os homens do baile: “Vocês são tudo é gay/Vocês não honram o pau”.


  - Estamos num momento em que as pessoas querem e precisam de diversão, entretenimento – avalia Edu. – não vejo ninguém chegando em casa e ouvindo canções como “Modinha”, Serenata do adeus”... Procuro fazer a música do jeito que quero, mas pensando no lado do entretenimento. Queria fazer um disco divertido. Até porque adoro coisas como Pantera cor-de-rosa, Patolino, Frajola, Inspetor Clouseau, o Gordo e o Magro, Chaplin. Muitas músicas de Jorge Ben parecem desenho animado. No meu disco, “O contador de histórias” é assim. Gosto de trazer isso para o Brasil, falar nas letras de figuras como Lampião, Saci, Mula-Sem-Cabeça... Como as canções do “Sítio do Picapau Amarelo”.

  O compositor trabalha num projeto que, como foi feito com “Sítio”, cruza música e personagens da literatura. Ele escreve uma história policial – protagonizada pelo detetive Ed Galante – que já gerou uma série de músicas sobre situações e personagens.
  - Minha idéia é lançar o livro com um CD de sua trilha sonora – conta.

  Edu assina todas as faixas de “Herói”, só ou com parceiros – além de Thiago Amud, comparecem Mauro Aguiar e Simone Guimarães. O disco também tem uma assinatura coletiva: Edu Kneip e o Manto Sagrado (o pianista e acordeonista Gabriel Geszti, o baixista Matias Correa e o baterista Ajurinã Zwarg).

  - Manto Sagrado é uma homenagem a meu pai, Flamengo doente como eu. E me deu vontade de pensar a música um pouco como futebol. Montei meu time.

  OBS: em seu Twitter, Lichote colocou "Guinga+Jackson+Hermeto+Genival. Fantástica essa Tratamento de choque do Edu Kneip". 




                                                                                  

ZIRIGUIDUM - matéria


Segundo CD do compositor é inspirado em desenhos e quadrinhos
por Beto Feitosa

Compositor festejado, Edu Kneip lança o CD Herói, acompanhado pelo grupo Manto Sagrado. Editado no rico catálogo da gravadora Delira Música, o segundo álbum do artista traz participações de outros ótimos nomes da cena carioca: Thiago Amud, Mariana Baltar, Rui Alvin, Sergio Krakowski, Alexandre Caldi e Fabiano Salek.

O álbum tem clima bem humorado, inspirado em desenhos animados e quadrinhos. Cada uma das onze faixas traz uma história contada, com tramas, personagens e cenários próprios. O papo é coletivo, um trabalho de banda que Edu divide com Gabriel Geszti (piano e acordeon), Matias Corrêa (contrabaixo) e Ajurinã Zwarg (bateria).

A primeira parte reúne as parcerias de Edu. Com Thiago Amud assina a divertida e politicamente incorreta Tratamento de choque, galope and roll que abre o disco em grande momento. Segue dobradinha com o poeta Mauro Aguiar no samba descolado De pé trocado. Os dois voltam a se encontrar em outro samba de letra longa e cadência ligeira, Muda medanha. Kneip ainda traz para sua história a compositora Simone Guimarães, com quem divide Palmas pro leão, roteiro circense para desenho animado infantil, de tão meigo que ganha de presente a voz de bailarina de Mariana Baltar e a flauta mágica de Alexandre Caldi. "Quem de nós pode esquecer esta apresentação?", questiona a letra. 

As outras sete músicas trazem somente assinatura de Edu Kneip.Tá na veia tem ares de mistério sem perder o humor, enquanto O contador de estórias mistura personagens folclóricos em divertidas cenas surreais. "Juro por Deus, eu não consigo mentir", garante a letra. Volta a dividir com Mariana os vocais na singela valsinha Laranjas são flores em janeiro, abrindo caminho para novo galopante em A culpa é do saci que sai em defesa do famoso personagem: "É muito fácil se culpar quem nunca tá por aqui". A aventura de fechar o álbum fica em Geszti Kneip, em que o próprio autor e o pianista viram personagens para salvar uma festa "caída". "Quero ver quem manda nessa pista", desafia. 

O disco tem forte lado lúdico para adultos, confirmando o talento do compositor Edu Kneip. Herói desfila histórias, personagens, paisagens e cenas. Diretor de sua própria obra, Edu Kneip criou um disco conceitual entre personagens conhecidos e novas cenas. Herói é uma viagem deliciosa.



ESTADO DE MINAS GERAIS - Crítica
Por Kiko Ferreira
Alguém imagina um encontro de Edu Lobo e Hermeto Pascoal fazendo um forró ágil, narrando uma festa que termina em briga de foice no escuro? É a sensação de Tratamento de choque, faixa desbocada e nem um pouco correta politicamente que abre o segundo disco do paulista Edu Kneip.
Nascido Eduardo Rennó Kneip, ele surgiu em 2005, com o álbum Da boca pra dentro, com participações de Guinga e Leila Pinheiro. Passou a ser compositor requisitado, com faixas gravadas por Mônica Salmaso, Maogani, Simone Guimarães e outros intérpretes exigentes. Como indicam as fotos de divulgação do disco, todas mostrando o artista com o grupo, Edu considera o trabalho coletivo, dividido com a banda, batizada Manto Sagrado, formada por Gabriel Geszti (piano, teclados e acordeom), Matias Correa (baixo) e Ajurinã (bateria).
Além da música de abertura, um feérico galope conhecido no circuito de bares cariocas, o disco traz mais 10 faixas com ritmos variados. Entre os destaques, dois sambas em parceria com Mauro Aguiar que não deixam tempo para respirar, Muda Mendanha e 21; um tema circense, com viés quase infantil, composto e cantado em parceria com Simone Guimarães; um samba de breque meio lisérgico (O contador de histórias) e um baião que mistura o cavalo de São Jorge com o de Lampião (Cavalo de São Jorge).
Admirado por Turíbio Santos, que elogia seu talento, sinceridade e objetividade na capa interna, Edu mostra uma inquietação saudável, que pode tornar seu disco um pouco menos comercial. Mas que seduz quem espera de um autor requisitado um bom punhado de composições.
FOLHA DE SÃO PAULO - Crítica
Link: http://acervo.folha.com.br/resultados?q=edu+kneip&site=&periodo=mes&x=15&y=14
Por Luiza Fecarotta
Parceiro de Guinga, o compositor Edu Kneip resgata neste disco personagens lúdicos – saci, palhaço, cinderela e Drácula – em letras costuradas com humor.
Sua voz e seu violão surgem escoltados pela banda Manto Sagrado, e , vez vez ou outra, sambas, bossas e rocks são incrementados com flauta, pandeiro e cuíca, que dão num simpático som brasileiro.

O Globo – Crítica

Por Luiz Fernando Vianna

No primeiro CD, não por acaso “Da boca pra dentro”, outros interpretavam as canções de Edu Kneip. Agora, é a sua voz que entoa o repertório eclético (samba, forró, blues), inteligente e divertido.



    - Agradeço de coração aos meios de comunicação que propiciaram essas boas novas "Heróicas" -


    Bom, por hora é isso aí!

  Estamos nos preparando ansiosamente para o lançamento e vou dando notícias até lá.


  Beijos a todos


        Edu Kneip

terça-feira, 29 de março de 2011

O Rei mandou: arte, agora, só para entretenimento! E o 1° CD de Mauro Aguiar - "Transeunte".

"HERÓI É UM DOS MELHORES DISCOS DE 2011" (Tarik de Souza)


O CD "HERÓI" DE EDU KNEIP E O MANTO SAGRADO 
ESTÁ A VENDA NAS SEGUINTE LOJAS:

Livraria da Travessa (Rio de Janeiro), Arlequim (Rio de Janeiro), 
Livraria Cultura (Porto Alegre, São Paulo e Brasília) 

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  http://www.youtube.com/watch?v=_okWFn0DNy4



  Alô gente, muito boa noite

  Pois é, estamos em tempos de fuga das tristezas, das dificuldades, das depressões, das dores de cotovelo, das trambicagens políticas... O planeta está necessitado de alegria geral! Arte, mais do que nunca, é entretenimento. Música tem que ser alegre. Cinema? Alegre. Peça de teatro? Alegre. Pintura? Alegre. Literatura? Alegre. Não há espaço para músicas como Modinha (Tom Jobim), como Pedaço de mim (Chico Buarque) ou Choro Bandido (Edu Lobo e Chico). Alegria, pelo amor de Deus, é o clamor mundial! Porque isso? Porque ninguém está suportando a dureza da vida.

  E olha, eu me incluo nisso aí. A vida não tá brincadeira! O planeta tá mais perdido que ET no Sahara Carioca... Os efeitos colaterais das merdas que estamos fazendo por aqui estão ficando cada vez mais evidentes e devastadores. O caos capitalista toma conta. Tudo é pesado financeiramente, acabou o "fazer por prazer". Todos precisamos assistir, para inspiração global, ao filme "O Equilibrista", sobre um tal de Philippe Petit, gênio do equilibrismo, que atravessou as torres gêmeas se equilibrando por um cabo. Ficou lá em cima por 45 minutos, a 450 metros de altura, atravessando 8 vezes os 60 metros de um lado a outro das Torres. Isso sem patrocínio, sem mídia, sem interesses financeiros, apenas por puro prazer. Mas é o tal negócio, as pessoas preferem dizer que o cara é maluco a ver a beleza de um evento desses, exercício de liberdade e desafio.

  Bom, mudando de assunto totalmente, falemos finalmente do 1° CD do reverenciado e talentoso compositor Mauro Aguiar. Seu "Transeunte" é uma belíssima mostra do que esse carioca, parceiro de Guinga, Zé Paulo Beker, Mario Seve, Edu Krieger, Xande Fróes, Kalu Coelho, João Nabuco, do locutor que vos escreve (eu, Edu Kneip), e outros, é capaz. Ou seja, viagens em vitrais de imagens hipnóticas, poesia pura em versos de lirismo barroco e serradas palavras rascantes e irônicas, em crônicas inteligentes e incisivas.

  Transeunte tem produção musical de Mário Seve e participações de Guinga, Paula Santoro, Mariana Leporace, Edu Kriger, Cecília Stanzione e Bárbara Mendes. O disco tem duas parcerias nossas, o que me honra muito, principalmente porque o nosso choro "O Salto" abre o CD. Em destaque, três canções com Guinga: "Os olhos da cara", entoada pela ótima Paula Santoro, um choro-acalanto soturno e carioca. "Baião da Guanabara" e "Temporã" ("Porto da Madame") fecham trunfo e trinca Guinguísticas: Lindas canções! Com Zé Paulo Beker, vem o baião, nas ondas de Guimarães Rosa, "Sertão do Vale", e a ótima rumba "Incinero", que traz brilhante participação da cantora argentina Cecília Stanzione. Com Kalu Coelho, dois sambas. O primeiro, mais vibrante e salpicado, "Sambaqui", traz um Mauro swingueiro, em letra sonora e ligeira. Já a bela "Canária na área", é mais leve e lírica, com clima Buarqueano. Com Mário Seve, aparece o Mauro Matuto, na bela brejeirice de "Olho d'água". Em seguida, a faixa que dá título ao disco em um de seus versos, parceria com o ótimo Xande Fróes: "Calunga", um frevo quente e palavreado como um bom frevo deve ser. Fecha o CD um lírico e emocionado acalanto em parceria com Edu Kriger: "Nana, nina, não". Maravilha! É isso aí, parceiro!! Uma ótima e merecida estréia! Fico muito feliz por fazer parte desse disco, vamos em frente!

  Amigos, por hora é isso que tenho a dizer. No próximo texto, muito tenho a falar sobre "Herói", meu disco novo com o Manto Sagrado - Gabriel Geszti, Matias Correa e Ajurinã Zwarg. Já terei algumas matérias de jornal e datas de shows para vocês. Vamo que vamo!!!

   Beijos a todos

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Alain Resnais é o cara!!

 "HERÓI É UM DOS MELHORES DISCOS DE 2011" (Tarik de Souza)


O CD "HERÓI" DE EDU KNEIP E O MANTO SAGRADO 
ESTÁ A VENDA NAS SEGUINTE LOJAS:

Livraria da Travessa (Rio de Janeiro), Arlequim (Rio de Janeiro), 
Livraria Cultura (Porto Alegre, São Paulo e Brasília) 

VEJA O CLIPE DA MÚSICA "TRATAMENTO DE CHOQUE" EM:

  http://www.youtube.com/watch?v=_okWFn0DNy4


  Alô galera, muito boa noite, ou bom dia, enfim...

  Olha, sou um apaixonado por filmes e há pouco mais de um ano venho procurando assitir aos filmes chamados "clássicos do cinema", para conhecer o que de melhor se fez pelo mundo em termos cinematográficos. Um mergulho maravilhoso, que tem me enchido de inspiração, porque tem MUITA coisa incrível feita por esses loucos da sétima arte!

  Já perdi a conta do número de "filmes que mais gostei"... Tem um monte deles! Posso citar "Um corpo que cai", "A felicidade não se compra", "Narciso Negro", "Laurence da Arábia", "Laranja mecânica", "Fellini 8 e meio", "Ladrões de bicicleta", "O anjo exterminador", enfim... O cinema europeu, de modo geral, é um mundo desconhecido, por ser um cinema feito de maneira diferente, com outros olhos. Devagar eu vou conhecendo. São muitos e muitos...

  Por esses dias, eu assiti dois filmes do diretor francês Alain Resnais, que me fizeram ver o cinema de uma maneira que eu ainda não tinha visto. São eles: "Hiroshima meu amor" e "Ano passado em Marienbad". Deste último, posso dizer que é o melhor filme que já vi na vida! Resnais é uma das maiores referências do chamado "cinema de autor", tendo deixado claramente sua marca em tudo que fez. Depois de dirigir alguns documentários no início da carreira, se consolidou como um dos mestres da Direção. Reinventou tempo e espaço, memórias e lembranças, passado e presente, desejo e realização.

  Sobre "Hiroshima meu amor", é um romance que tem como pano de fundo a cidade de Hiroshima, reconstruída e ainda traumatizada após a bomba atômica. Um filme "anti-guerra", que mostra um pouco da catástrofe que foi esse evento nuclear que mudou o globo terrestre para sempre. A fotografia é espetacular, e o uso dos "flashbacks", na época,  revolucionário. O filme influenciou toda uma geração de cineastas franceses, ajudando a consolidar o movimento que ficou conhecido como "nouvelle vague", que teve como representantes, entre outros, Jean-Luc Godard e François Truffaut.

  Já sobre "Ano passado em Marienbad", foi o primeiro filme dirigido por Alain Resnais pós documentários. Uma obra prima, totalmente revolucionário. Todo passado em um hotel, onde um homem tenta convencer uma mulher de que eles se conhecem do ano passado, quando se apaixonaram num lugar chamado Marienbad. Ela nega o tempo todo, em irresistíveis idas e vindas, com tempo e espaço levados às últimas consequências, sempre com muita poesia. Uma obra inquietante, inventiva, com mil possibilidades de interpretação. Um filme que costumam citar como uma "obra aberta". Pra mim, foi como uma porta para outra dimensão. Sensacional e inesquecível! Se tiverem oportunidade, assistam!!

  É isso. Logo volto com outros papos furados!

  Abraços

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Os Sonâmbulos e o Fla campeão da Taça São Paulo de Juniores

"HERÓI É UM DOS MELHORES DISCOS DE 2011" (Tarik de Souza)


O CD "HERÓI" DE EDU KNEIP E O MANTO SAGRADO 
ESTÁ A VENDA NAS SEGUINTE LOJAS:

Livraria da Travessa (Rio de Janeiro), Arlequim (Rio de Janeiro), 
Livraria Cultura (Porto Alegre, São Paulo e Brasília) 

VEJA O CLIPE DA MÚSICA "TRATAMENTO DE CHOQUE" EM:

  http://www.youtube.com/watch?v=_okWFn0DNy4


   Conforme este blog já previa, o Flamengo se tornou campeão da Taça São Paulo de juniores hoje, ao bater o bom time do Bahia por 2 x 1. Foi a segunda vez que o Mengo conquistou esse campeonato, o mais importante da categoria. A primeira conquista, já distante, foi em 1990, com a geração que tinha Djalminha, Marcelinho Carioca, Júnior Bahiano e Paulo Nunes. Eu diria que esse time de hoje é próximo daquele, em qualidade. É um time mais jovem (a taça agora é sub 18 anos, enquanto que em 1990 era sub 21) e de grande qualidade técnica. Vários jogadores dessa equipe tem 16 e 17 anos, com muita lenha pra queimar ainda, e muito a aprender. No jogo que valeu o caneco, o Flamengo contou bastante com a ótima atuação do goleiro César, que pegou tudo. O Bahia, que realmente tem um time muito técnico, deu um trabalho danado e fez o goleiro rubro negro se destacar. Foi uma partida equilibrada, e o Fla teve ainda como destaques o meia Negueba e o atacante Rafinha, com boas atuações. Os gols do título foram do zagueiro Frauches e do próprio Negueba, este de pênalti. A torcida do Mengão tem motivos de sobra para confiar na molecada que vem subindo.

  Bom, o ano está começando e eu quero falar um pouco sobre meus comparsas na gangue chamada de "Sonâmbulos". Tudo começou com Thiago Amud e eu, em dois shows no Centro Cultural da Justiça Federal. Em seguida, durante uma ótima temporada no Semente, ganhamos as luminosas presenças de Sergio Krakowski e Mariana Baltar. Formamos o time. É uma alegria enorme estar com eles, satisfação e honra. Podem ter certeza de que estamos preparando shows e novidades para, logo logo, colocarmos na pista. Músicas novas, parcerias com Thiago, músicas na voz de Mariana, no batuque inquieto do pandeiro do Krakowski, enfim! Contamos também com as participações de músicos como Rui Alvin, Gabriel Geszti, Pedro Paes, Levi Chaves, Júlio Merlino, Fabiano Salek e Matheus Xavier. Estamos trabalhando na instigação, na criação e no embalo da nossa amizade. Cada um na sua onda, com seu trabalho e suas idéias. Os Sonâmbulos vem aí! Nosso bloco vem que vem nesse ano, aguardem!

  Beijos e abraços.

  PS: O Manto Sagrado tá chegando!! Mengôôôôôô!!!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Grana vs Verdade

"HERÓI É UM DOS MELHORES DISCOS DE 2011" (Tarik de Souza)


O CD "HERÓI" DE EDU KNEIP E O MANTO SAGRADO 
ESTÁ A VENDA NAS SEGUINTE LOJAS:

Livraria da Travessa (Rio de Janeiro), Arlequim (Rio de Janeiro), 
Livraria Cultura (Porto Alegre, São Paulo e Brasília) 

VEJA O CLIPE DA MÚSICA "TRATAMENTO DE CHOQUE" EM:

  http://www.youtube.com/watch?v=_okWFn0DNy4


  Muito bem, qual o limite entre o profissional e o escravo do dinheiro? Até onde ir por um retorno financeiro maior? Qual a melhor escolha: arte ou grana? Amor ou fortuna? Bom, não precisa ser tão ferro e fogo, mas é importante lembrar que, como disse muito bem Wilson Batista, "alêm de flores, nada mais vai no caixão".

  Qual a diferença entre ganhar um bilhão de dólares ou 500 milhões de dólares? Um é o dobro do outro, mas vamos conseguir gastar 500 milhões nessa vida? Acredito que não. Então pra quê um bilhão? O sujeito é um profissional de valor, muito competente. Se oferecem R$10 milhões por um contrato no Rio, vem outro e oferece U$40 milhões por um contrato na arábia. O mundo inteiro (generalizando, claro) diz: "só não vai pra Arábia se for louco". Mas morar na Arábia? O Cara tá acostumado aqui no Brasil, família, amigos, clima, tudo... Arábia? Bom, nada contra, o povo todo com cobertores nas cabeças, as mulheres escondidas, areia pra todo lado, deserto...

  Muitas vezes nós temos uma música no coração e resolvemos fazer outra porque é preciso "entrar no mercado". Você tem escolha. E não é fácil, qualquer das músicas que você opte por fazer, seja a do seu coração ou a do mercado, trará conseqüências. Não estou defendendo nem a 1ª nem a 2ª, até porque já me deparei com essa questão em meu trabalho várias vezes e não tenho resposta. Nem sempre a música do coração tem a aceitação necessária para um retorno financeiro digno. Por outro lado é a sua música que você estará tocando, a que você acredita. É o dinheiro e a verdade, muitas vezes em lados opostos.

  Já se disse muito bem que "o dinheiro é a mola que move o mundo". Mas é bom que se diga também que essa mola já é bem velha. Em breve, provavelmente, irá enferrujar. E quando isso acontecer? Tem que se inventar um novo motor pro mundo. Ah, esse poderá ser um momento glorioso para todo o universo! Esse motor bem que poderia se chamar verdade!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O verdadeiro Flamengo

"HERÓI É UM DOS MELHORES DISCOS DE 2011" (Tarik de Souza)


O CD "HERÓI" DE EDU KNEIP E O MANTO SAGRADO 
ESTÁ A VENDA NAS SEGUINTE LOJAS:

Livraria da Travessa (Rio de Janeiro), Arlequim (Rio de Janeiro), 
Livraria Cultura (Porto Alegre, São Paulo e Brasília) 

VEJA O CLIPE DA MÚSICA "TRATAMENTO DE CHOQUE" EM:

  http://www.youtube.com/watch?v=_okWFn0DNy4

  Alô gente, muito boa noite!

  Antes de qualquer coisa, um feliz ano novo a todos, com muitas conquistas, saúde, amor, sexo, futebol, bebida, bibibí, bobobó...

  Muito bem, Ronaldinho Gaúcho no Flamengo! Que maravilha! De fato, é um fato novo, um jogador de grande categoria, que traz um pouco daquele time que foi o Flamengo que me fez ser Flamengo. Um time que jogava por música, mágico, unido pelo sentimento amador de uma paixão por um clube de futebol. Era comum os jogadores chorarem quando perdiam jogos importantes... Era comum os craques jogarem a vida toda no clube, até o jogo de despediada dos gramados. Todos os os grandes clubes de futebol do Brasil eram assim. Por isso era mais gostoso torcer por eles.

  Esse clube rubro negro carioca de hoje, que ainda se chama Flamengo, não é lá muito parecido com aquele pelo qual me acostumei a torcer. Os jogadores jovens praticamente não jogam no clube. É só se destacarem e, em poucos meses, vão-se embora para a Europa. É a realidade do futebol brasileiro hoje. Sim, não vou negar que existe um certo saudosismo aí... Mas, cá pra nós, o meio campo do Flamengo era Carpegiani (depois Andrade), Adílio e Zico. Os laterais eram Leandro Peixe Frito e Júnior. O ponta esquerda era o Urigueller (porque "entortava" os laterais). O Tita era o perna de pau (o Tita jogava muito bem, só que os outros eram melhores ainda)... E agora temos que dizer que o Leonardo Moura é craque... Tudo bem, para os padrões atuais, o cara é um ótimo jogador. Mas a lembrança e a referência, minha e de todos os que conheceram aquele time dos sonhos, é muito diferente.

  De qualquer forma, esse Flamengo de hoje, pelo qual ainda torço apaixonadamente, continua a ter uma coisa herdada de algum tipo de mística inexplicável: a sua torcida. A camisa vermelha e preta, com o símbolo do clube encarnado nela, ainda que poluída cada vez mais por necessidades financeiras que se traduzem em patrocínios, essa camisa, o Manto Sagrado, ainda tem um brilho próprio. Essa torcida ainda vira as dificuldades pelo avesso, ainda joga sozinha e vence compeonatos com times medíocres. De uma forma um pouco menos expressiva, o Vasco, o Fluminense, o Botafogo, o Coríntians, o Atlético Mineiro, o Grêmio, e todos os outros grandes clubes do Brasil, também possuem esse amuleto, aparentemente imortal, que são suas respectivas torcidas. É graças a elas que o futebol ainda é mágico. É a magia que vem da história, da tradição dos grandes clubes, de seus personagens transformados em heróis por essas torcidas que os consagra e os legitima como tais.

  Na verdade, o verdadeiro Flamengo, e por extensão o verdadeiro futebol brasileiro, é fruto de um maravilhoso amadorismo, que vinculou a vivência e a paixão dos jogadores por seus respectivos clubes e promoveu a mais pura rivalidade dentro de campo em cada clássico jogado.

  Bom, mas o assunto é: Ronaldinho Gaúcho no Mengão, que maravilha!! Ele voltou... Ué, mas ele nunca jogou no Flamengo, como pode ter voltado?! Bom, deixe pra lá, o cara joga páca e é isso que importa! Ou pelo nenos jogava páca... Viva o craque! Ou melhor, reviva o craque! Que ele possa reviver os bons tempos de Barcelona! Caramba, isso parece até "há muito tempo atrás, numa Galáxia distante...!!". Que Deus abençoe!!

  PS: E o Herói tá chegando aí!! Edu Kneip e o Manto Sagrado entrarão em cartaz após o Carnaval!

  Beijos e abraços a todos!