Cinema Diletante

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Cinema Parasiso - 1988

sábado, 7 de julho de 2012

100 ANOS DE FLA-FLU


  Alô queridos amigos, muito boa tarde!
 
  Amanhã no estádio do Engenhão acontece um dos mais importantes eventos de 2012, um dos mais importantes jogos dos últimos anos. Em partida do campeonato brasileiro, Flamengo e Fluminense se enfrentam às 18:30hs em um FLA-FLU histórico que marca o centenário deste que é um dos mais emblemáticos clássicos do futebol mundial.

  Pena que o Maracanã ainda está em obras, pois é evidente que era jogo pra se jogar lá.  Ainda que nos tempos atuais do futebol nós estejamos carentes de um pouco mais de amor à camisa, é sempre um gosto diferente quando alguma coisa traz a mística dos grandes jogos e a certeza de que eles são imortais.

  Sobre a partida de amanhã, é inegável o favoritismo do fluminense, que tem um time forte, com jogadores de muita categoria como o Fred e o Deco. O flamengo vai ter que se superar se quiser equilibrar o jogo. O time rubro negro, em princípio, é inferior. Digo em princípio por dois motivos: 1 - Um clássico como esse guarda muitas surpresas e não é raro o favorito tomar ferro; 2 - Joel Santana está esboçando colocar no jogo dois garotos de muito talento que o flamengo possui hoje no elenco, que são Adryan e Matheus. Se os dois jogarem, o fluminense pode ser surpreendido.

  Aliás, como é gostoso quando o clube da gente lança um garoto da base e ele arrebenta. Esse Adryan joga pra cacete, dá gosto de acompanhar. Desde a Copa São Paulo de Juniores que o flamengo ganhou, há dois anos, que venho me ligando no futebol dele. Junto com Matheus, Tomás, Muralha e Luis Antonio, o flamengo poderá ter, em breve, um grande time.

  Bem, e quem tem um grande time, precisa mantê-lo, o que não é nada fácil... Soube outro dia que o Paulo Henrique Ganso, esse craque do Santos, quer ganhar um milhão de reais por mês. É loucura. O cara tem 21 anos de idade, começou a aparecer há pouco tempo. Joga muito, mas um dinheiro desse é fora da realidade, qualquer que seja o contexto. Ninguém no mundo deveria ganhar tanto. A não ser que todos ganhassem. Enfim...

ED GALANTTI ESTÁ QUASE NA ÁREA!

  Para quem já sabe da história que estou trabalhando sobre Ed Galantti, que será contada em um CD através de várias canções, digo que ela está caminhando bem e acredito que em  breve estarei entrando em estudio para gravá-la. Tenho trabalhado bastante nesse projeto, que é um sonho antigo que estou para realizar.

  Ed Galantti é um filho de mafioso nascido na Itália (Sicília) e que por um sério problema familiar precisa se mudar para o Brasil, para o Rio de Janeiro. Ele fica na casa de seu tio, também mafioso, e através dele fica sabendo sobre um tesouro escondido onde antes havia o Morro do Castelo, no centro do Rio. Daí en diante, vocês saberão mais tarde.

  Vamos em frente!

  Beijos e abraços

  Edu


segunda-feira, 16 de abril de 2012

Que público é esse?

  Encontrar o público pro som que a gente faz é um dos maiores desafios que a vida apresenta. É quase como ganhar na loteria. Não falo daquele público de amigos e famíliares, que se sentem quase obrigados a "dar uma força". Falo do cara que não tem nenhuma intimidade com você, mas que, ouvindo o seu trabalho, te conhece melhor do que muitos de sua família.
 
  É gente que fala a mesma lingua do som da gente. Acredito que esse é o mistério do "ganhar a vida como compositor". O coração de cada um dos ouvintes do mundo tem seu som particular, que é mistura de muitos sons. É preciso abrir a caixa de som de coração por coração e ir encontrando aqueles com afinidades com a música que a gente faz. É claro que a mídia bagunça bastante a brincadeira, mas ela faz parte do jogo. Às vezes até ajuda...

  O repertório que a gente leva pros shows é sempre questionado antes, tipo "será que essa música já está batida?", "Essa música está funcionando?", ou "será que tem muita música pra baixo?". Bom, "música batida", nesse caso, é a que está batida para os amigos. Afinal estamos falando de compositores ainda desconhecidos... Mas se pegarmos os conhecidos, veremos alguns exemplos de artistas que repetiram muitas e muitas vezes o seu repertório nos mais representativos shows que fizeram. Tom Jobim e Chico Buarque cansaram de fazer shows com seus megasucessos "Garota de ipanema", "Wave", "A banda" e "Construção". Claro, nada mais natural. Afinal, ninguém quer jogar pra perder. Se essas músicas já estão no gosto do público, irão representar muito bem o trabalho de seus autores junto à opinião mais importante nessa história: a do próprio público.

  Mas voltando aos menos conhecidos, a rigor acredito que nenhuma música está batida. Não há um número considerável de ouvintes para se dizer que esta música é um sucesso e muito menos para dizer que ela está batida, já foi muito tocada... Os músicos da banda podem questionar isso, normal. Mas o fato é que será uma questão interna.

  O repertório do artista é semelhante à escalação de um time de futebol. Não se escolhe um time pelos melhores jogadores simplesmente. Se escolhe pelos melhores jogadores em cada função do jogo. Com a música é assim também. Não dá pra fazer um show com 15 músicas tristes ou alegres. Ou com 15 valsas ou 15 xotes... É preciso pensar bem para montar um roteiro interessante, que prenda a atenção do ouvinte. E isso não se faz com um repertório monocórdico, ou de um só clima.

  É, até parece que eu entendo muito disso... Bom, tudo que acabei de dizer pode até fazer sentido teoricamente, mas não significa nada na prática... Não há receita para se ganhar o público. Talvez só a verdade. E assim mesmo talvez...

  Mas voltando ao assunto, o lance é como achar esse público. Claro, uma pequena parte desse público eu já descobri, mas quero ele por inteiro! Estou mergulhando de cabeça nesse mistério, tô em companhia de Scooby Doo e de Goober (dos caçadores de fantasmas). Descobrirei esse segredo custe o que custar, nem que tenha de mudar de planeta!! rs  O público que gosta do som que eu faço está espalhado por aí e eu quero encontrá-lo de qualquer maneira. Esse é meu objetivo de vida a partir de agora.

  E tenho dito!

  Beijos e abraços

  Edu Kneip

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Mídia: o olho do furacão

  Alô amigos, bom dia!

  A matéria que estampou a capa do segundo caderno na 4ª feira de cinzas, de nome "Geração fora do tempo", colocou em evidência o debate sobre o momento atual da música brasileira. Debate considerado no meio musical como extremamente importante e oportuno. Agradeço muito a dois personagens por isso: os jornalistas Leonardo Lichote e Alvaro Gribel.

  É preciso que se diga que esse debate não é um "Rio-São Paulo". Nele não estão só artistas de São Paulo e do Rio de Janeiro não, mas de todos os Estados do Brasil. Nesse debate estão, ou deveriam estar, professores, críticos, pensadores e medalhões consagrados espalhados pelo País.

  O respeito pelo trabalho, de parte a parte é fundamental. A carreira musical é difícil e construída na base de muito sacrifício. Todos precisam de espaço na mídia.

  Deveriam estar nessa matéria, para o debate, compositores como Guinga, Caetano Veloso, Chico Buarque, Edu Lobo, Ed Motta, Lenine, Paulinho Moska, Chico Cesar, Zeca Baleiro e Gabriel Pensador. Pensadores e historiadores como Francisco Bosco, Sergio Cabral (pai), Herminio Bello de Carvalho e Hermano Vianna. Jornalistas como Tarik de Souza, Antonio Carlos Miguel, Hugo Suckman e Nelson Motta. Enfim, nomes que me vem à cabeça de cara, poderiam ser outros.Seria ótimo!
 
  SOBRE A MATÉRIA:

  Bom, sobre o que saiu até agora, algumas observações. Discordo do que escreveu o Bruno Cosentino sobre sermos "seguidores do Guinga". Ninguém é seguidor de ninguém, nem nós somos seguidores do Guinga, nem o pessoal da Orquestra Imperial é seguidor do Caetano. Guinga e Caetano são influências fortes e obrigatórias para todo compositor de canção que se preze, mas não somos seguidores nem de um nem de outro, assim como eles também não foram seguidores de ninguém. Tiveram suas influencias e seguiram em frente. Nós estamos fazendo o mesmo.

  Outra coisa, sou da música mais investigativa sim, gosto do universo misterioso e obscuro do pensamento, por vezes, intelectual, mas quero aqui reforçar minha ligação com alguns elementos do universo pop, como os desenhos animados, as histórias em quadrinhos, algumas séries de TV e os filmes do Tarantino. Isso está presente na minha música e, especialmente, na minha vida. Gosto de pensar a arte ligada ao entretenimento, mas sem deixar de ser arte. Ao mesmo tempo, sou louco pelos filmes mais herméticos de Alain Resnais, Bergman, Godard, Truffaut e Kubrick. É, quero os dois sim!

  Bom, por hora é isso. Vamos ao debate!!

  Beijos e Abraços

  Kneip