Pois é, sou compositor, faço minhas apresentações, meus discos e trabalho como professor de música. Todo mundo se vira pra trabalhar e ter o seu quinhãozinho suado pra pagar as contas e seguir sonhando e vivendo, na medida do possível, as coisas boas da vida. São os trabalhadores, certo? Os médicos, arquitetos, advogados, motoristas de táxi, de ônibus, pedreiros, jornalistas... Todos estes tem a sua ocupação, aquele batente pesado, a coisa do stress que cada um procura administrar da melhor maneira.
E os políticos? Eu podia perguntar diferente: "E para aqueles que trabalham com política?". Mas a pergunta estaria errada. Ninguém trabalha com política. As pessoas se metem na política. E aquelas que ganham a vida com ela são manipuladas pela máquina, porque não tem como mudar o funcionamento desse negócio. É tudo negociado à base de propinas e taxas, "abre aqui que eu facilito lá". Cada vez mais gente desocupada (leia-se: sem emprego, gente sem ética e sem vontade de trabalhar, de suar a camisa) entra na política e fica a vida inteira nela. A VIDA INTEIRA. E não basta, o sujeito põe os parentes e amigos lá também. E estes igualmente ficam A VIDA INTEIRA MAMANDO NO DINHEIRO PÚBLICO.
Em época de eleição, temos que ouvir aquela mesma lenga-lenga de sempre, com projetos lindos de melhoria na educação, na saúde e na segurança, coisas para as quais esses DESOCUPADOS estão CAGANDO e ANDANDO. A estrutura da educação no Rio de Janeiro é horrorosa, cheia de situações irregulares, um show de desrespeito aos professores, funcionários e alunos, todo o setor de educação pública. Eles fingem que dão estrutura decente às escolas, fingem que o número de alunos por turma é o ideal, fingem que acabaram com a aprovação automática, fingem que pagam bem os professores e funcionários, fingem que cuidam maravilhosamente dos hospitais, da segurança...
Esse prefeito e esse governador são apenas dois a mais dentre todos os homens que passam pelo mesmo processo de sujeira, mentira e falta de consciência que essa engrenagem chamada política proporciona. Dizem assim: "Nós os representaremos, em nosso governo vocês serão ouvidos". Ora, quem disse que eu quero ser representado por alguém? Eu não assinei nenhuma carta autorizando-os a me representar. Se eu quiser falar eu falo, não quero que falem por mim. Até porque só falam bobagem... E como brincam com dinheiro público, hein? A grana só vai onde interessa a eles que vá... Cacete, oferecer dinheiro ao Wood Allen pra ele fazer filme sobre o Rio de Janeiro foi dose pra tiranossauro. O desleixo com a vida da população é falta de vergonha, é falta de hombridade, de honra, total desfaçatez. Vão pra Pt%&¨#RERER#Xsdwdddwsaxd!!!!!!!
Quando eles não são eleitos, o que fazem? Quatro anos desempregados? Vão trabalhar em quê? Em nada, ficam na sombra dos seus respectivos partidos, bancados pelo dinheiro público. Alô vagabundos da política, arrumem emprego, seus párias! Vão trabalhar, seus desocupados!!
PRÓXIMA ELEIÇÃO PARA GOVERNADOR DO RIO
SERÁ UMA AFRONTA À NOSSA INTELIGÊNCIA!
E o que nos espera no ano que vem, hein? Com candidatos que são verdadeiros astros na arte da falácia, da cara de pau e da roubalheira? Crivela, Garotinho, Lindberg... É fim de linha! Proponho a campanha VOTO ZERO!! Não vamos votar em nenhum, minha gente. Sem essa de escolhermos o menos pior. Até porque no ano que vem nem haverá um menos pior. SÃO TODOS "MAIS PIORES"!! Eu não voto nessas caras. E tá lançada a CAMPANHA VOTO ZERO!! NÃO VOTO EM NENHUM DESSES PILANTRAS! REPITO: N-E-N-H-U-M!!
E chega de falar de política...
FUTEBOL TEM QUE SER BARATO
Podem me chamar de chato, mas pra mim jogador de futebol ganhar R$1.000.000,00 por mês é outra brincadeira. Muitos trabalham a vida inteira com coisas muito mais importantes para o planeta e não conseguem juntar um mês sequer desse salário astronômico. E tem vários jogadores ganhando mais que isso por aí...
Aí os dirigentes, para pagam esses salários absurdos, sobem o preço dos ingressos e dizem que "o futebol é um produto muito caro, quem quer assistir tem que pagar o preço de mercado". Ora, vá plantar fruta do conde! Futebol aqui no Brasil tem que ter duas coisas: a galera enchendo o estádio e a rivalidade latejando dentro do campo. Estádio cheio implica preço mais baixo. E a torcida se motiva mais quando há rivalidade no jogo. Aquela coisa que tinha em tempos atrás, de quando tinha um clássico, antes do jogo um time ficar agulhando o outro durante a semana, faz falta. Hoje, com esse discurso politicamente correto, muita coisa se perdeu, coisa que faz parte da alma do futebol. Queira ou não queira é assim que a banda toca.
Confesso que ontem eu liguei a TV com uma animação surpreendente para ver Flamengo e Cruzeiro. Cheguei em casa junto com Carol e fui ligando TV e rádio para assistir o jogo. Eu sei que esse time do Flamengo é bem ruinzinho, não me iludo não. Mas ontem eu sentia que dava pé, que o Cruzeiro não tava com essa força toda. E quando começou a partida, vi que estava certo. Tinha um clima de vitória no estádio, uma vibração que a gente sente quando ela acontece. E achei que ontem o Flamengo realmente mereceu ganhar o jogo. E mais, vendo esse Elias jogar, um volante de muita qualidade, me lembro de tempos melhores e ainda tenho uma certa esperança de curtir um pouco mais os jogos. Elias merece um time de verdade, não esses pernas de pau que estão lá. Mas sem astros com salários de um milhão por mês, por favor.
ED GALANTI VAI VIAJAR
Minha gente, quem não viu a estréia de Ed Galanti no espaço Midrash, no Leblon, terá que esperar um pouco mais para conhecer a história. Estou saindo para algumas apresentações fora do Rio sobre o Galanti e talvez só me apresente novamente por aqui no ano que vem. Ainda não sei, mas podem pintar outros projetos aqui pelo Rio que não seria para a saga do Galanti e o Morro do Castelo. Avisarei na sequência.
Ainda sobre o Galanti, vem aí uma série de aventuras do mafioso ítalo-carioca, uma canção para cada uma delas. A primeira é Ed Galanti contra Fred Krueger. Não percam!!
Abraços a todos!