Cinema Diletante

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Cinema Parasiso - 1988

domingo, 20 de janeiro de 2013

"DJANGO LIVRE" - UM SHOW DE CINEMA

  Alô galera, muito boa tarde, feliz 2013 a todos!

  Olha, confesso que demorei a mergulhar nos filmes de Quentin Tarantino. Fui devagar, meio ressabiado com todo aquele sangue e violência estilizada (maravilhosamente estilizada, aliás). Mas hoje tiro o chapéu pra ele. Tenho seus filmes em DVD e é um grande prazer revê-los.

  É fato que ele tem um pouco de muitos cineastas consagrados, como Sam Peckinpah e Stanley Kubrick. O próprio já definiu seus filmes como "colagens de obras de outros autores". Bobagem, sua obra é grande! Se por um lado seu cinema é de referência e de reverência ao passado, por outro é de reinvenção, é marcante, é moderno e é original pra cacete.   

  Guardei minha sexta feira, 18 de janeiro, para assistir seu novo filme, o sensacional "Django livre". É uma paródia, um moderno e estilizado bang-bang à italiana. Gosto muito do gênero, lembrei demais de meu pai, certamente ele adoraria ver este filme. Tem claramente influências de Sergio Leone, dos westerns spaghetti, em especial da obra prima "O bom, o mau e o feio". Mas é filme de um grande autor, com a marca registrada de Tarantino. Seus diálogos inspiradíssimos (em geral são assim) interagem em temas pesados como a escravidão e o preconceito, desenvolvendo ironia inteligente em imagens magistrais.

  Soube que o cineasta Spike Lee não gostou do filme, por achar que o tema da escravidão e do preconceito não foi abordado com o devido respeito. Discordo, acho que o dedão foi firme na ferida, tá tudo lá. Com muita ironia, sim, mas a leitura crítica é nítida pra todo aquele que quiser enxergá-la.

  A história do filme é sobre um caçador de recompensas, o Dr. King Schultz (Christoph Waltz em atuação memorável) que resgata um escravo negro, Django, o herói do filme (o grande Jamie Foxx, de "Ray"), para ser seu parceiro. Juntos eles vão atrás de foragidos, entrando em várias enrascadas, com tiroteios constantes e surpresas divertidíssimas. Django irá atrás de sua esposa, a bela Brumhilda (vivida pela atriz Kerry Washington, seu par em "Ray"), que está sob o domínio do bandidão Calvin Candie (Leonardo di Caprio, excelente).

  Sobre curiosidades do filme, o nome Django foi inspirado num filme antigo com o mesmo nome, protagonizado por Franco Nero. No filme atual, o ator aparece em diálogo com Jamie Foxx, brincando: "Qual o seu nome?" pergunta Nero. E Jamie responde: "É Django, o "D" é mudo". E Nero responde: "Eu sei". Claro, ele também foi Django.  

  Não sou crítico de cinema e nem me vejo como um cinéfilo, por isso não vou me aventurar a falar de técnicas que desconheço. Apenas falo com o coração de quem ama assistir um filme criativo.

  E Tarantino é um cineasta de grande inspiração. Ele prova que cinema comercial pode sim (e deve) ser cheio de invenção e qualidade. Que planos de imagem que o filme tem! Que ótima trilha! Que texto!  Aliás, poderia falar isso de qualquer de seus filmes, desde "Cães de aluguel".

  Tarantino é pretensioso até a alma. GRAÇAS A DEUS, pois arte sem pretensão não é, nunca será, arte de verdade. Seja ela comercial ou não.

  Torço por Tarantino e seu Django no Oscar deste ano!

  O NOVO  MARACANÃ - QUE DEUS NOS AJUDE!!

  É, e eu que achei que o nosso Maracanã estaria de volta em fevereiro como prometido... Nenhuma chance disso rolar. Eles mesmos que estão promovendo a reforma já declararam que antes de abril, nem pensar. Caramba, e o entorno do estádio?? Que horror, cara! O planejamento é todo feito nas coxas, os prazos chutados ao léo, e o povo pagando os gastos. Pior é que, com o estádio pronto, o preço dos ingressos vai pra estratosfera...

  E o Museu do Índio, ali atrás? Um casarão maravilhoso, em escombros, que deveria ser restaurado e transformado num mega museu para o futebol. Os índios (muitos deles "índios", com aspas mesmo) se apropriaram do lugar. Bem feito pro governo, tanto tempo que aquilo ficou largado e ninguém fez porra nenhuma... Eu imaginava o novo Maracanã com restaurantes, lojas de esportes, um café e um entorno cheio de atrativos. Acho que é justo imaginar assim, posto que o Maraca é o segundo ponto turístico mais visitado do Rio, perdendo só para o Cristo.

  Torço, mesmo com todos os problemas, para que o Maracanã retorne mágico e que volte a ser o palco de grandes emoções pra quem ama o futebol. 

  Pois é... Um grande beijo a todos e um grande 2013!

 

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